Indústria alimentícia: segurança do trabalhador e a pureza do alimento caminham juntas

A indústria alimentícia opera sob um dos regimes mais severos do setor fabril. Ao mesmo tempo em que os equipamentos precisam garantir a segurança dos operadores (atendendo a normas rígidas como a NR-12 no Brasil), eles devem suportar protocolos de higienização extremos (com jatos de alta pressão, água quente e agentes químicos agressivos) para evitar a contaminação dos alimentos.

A Steute, especialista alemã em comutação segura, desenvolveu soluções específicas para resolver esse “embate” entre resiliência mecânica e conformidade sanitária.

O desafio dos ambientes agressivos

Em linhas de processamento de carne, laticínios ou panificação, a limpeza diária utiliza o método de lavagem. Para componentes elétricos comuns, isso é um pesadelo por dois motivos: infiltração e corrosão química.

No primeiro caso, infiltração, as mudanças bruscas de temperatura – resultante da aplicação de água quente em uma máquina fria – criam um efeito de vácuo, carregando a umidade para dentro dos invólucros através de vedações convencionais.

Já a corrosão química, decorrente da aplicação de detergentes alcalinos ou ácidos, desgasta plásticos comuns e oxidam metais, destruindo chaves de segurança em poucas semanas.

Engenharia de Subsuperfície

Para garantir que uma chave de intertravamento ou sensor não falhe — o que pararia a linha de produção por completo —, a Steute desenvolveu a linha Extreme, uma solução fundamentada na aplicação de três pilares de engenharia: graus de proteção elevados, materiais quimicamente inertes e tecnologia wireless.

Graus de proteção elevados (IP66, IP67 e IP69) – A conformidade com o grau IP69 significa que o dispositivo foi testado para resistir a jatos de água de alta pressão (até 100 bar) e alta temperatura (até 80 °C). A vedação não é apenas estanque, mas projetada para suportar o estresse mecânico do impacto da água.

Materiais quimicamente inertes – A escolha de materiais é cirúrgica e compreende o uso de aço inoxidável de alta qualidade (como o 1.4404 / AISI 316L), que é resiste à corrosão por picadas provocada por agentes de limpeza clorados; e de plásticos especiais e silicones vulcanizados, em peças com design higiênico, livre de cantos vivos onde bactérias possam se acumular e imunes à degradação por agentes tensoativos.

Tecnologia wireless (RFID) – Chaves eletromecânicas tradicionais possuem fendas e atuadores físicos que acumulam sujeira e são difíceis de limpar. A Steute aposta fortemente em sensores sem contato (wireless). Como o sensor e o atuador são selados e lisos, não há cavidades para a proliferação de microrganismos, facilitando o Clean-in-Place (CIP).

Para os usuários, os ganhos na substituição de componentes-padrão por soluções da Steute focadas no setor alimentício incluem redução drástica do custo total de operação, uma vez que evita a troca constante de peças danificadas por infiltração e, mais importante, elimina o risco de paradas não planejadas na produção em uma operação em cada minuto ocioso custa milhares de reais. Desse modo, a segurança do trabalhador e a pureza do alimento passam a caminhar juntas.

Portfólio em destaque para o setor de alimentos

A linha da Steute para o setor de alimentos inclui: pedais, sensores indutivos, sensores de segurança, sensores magnéticos, chaves de fim de curso, chaves de segurança com cabo de aço e chaves de segurança com bloqueio.

  • Chaves de emergência com cabo de aço (Série Extreme): Permitem a parada de emergência em longas esteiras de transporte, com invólucros robustos que não trincam sob impacto ou lavagem.
  • Chaves de Segurança com Bloqueio: Mantêm as portas de misturadores ou picadores fechadas até que o motor pare completamente, usando bobinas internas ultrasseladas.
  • Pedais de Comando: Desenvolvidos com superfícies lisas e sem parafusos expostos, ideais para o acionamento de máquinas onde o operador precisa estar com as mãos livres.