A adoção da aviação autônoma no agronegócio brasileiro começa a ganhar escala. A Synerjet, representante da fabricante americana Pyka na América Latina, estima encerrar 2026 com mais de 20 aeronaves Pelican em operação no país e projeta dobrar esse número ao longo de 2027, consolidando o Brasil como um dos principais mercados da tecnologia na região.
Pouco mais de um ano após a chegada do Pelican ao Brasil, a Synerjet avalia que o mercado entrou em uma nova fase de amadurecimento. Além da expansão da frota, a empresa já treinou três equipes completas para operar a aeronave, ampliando a disponibilidade de profissionais especializados para atender à crescente demanda por pulverização aérea autônoma.
Outro indicador da consolidação da tecnologia é que um dos clientes da empresa já realizou a aquisição de uma segunda aeronave, reforçando a confiança no modelo e nos resultados obtidos em campo.
“O fato de um cliente voltar a investir na tecnologia é um dos maiores indicadores de que ela entrega aquilo que promete. Isso demonstra que o Pelican deixou de ser uma novidade para se tornar uma ferramenta estratégica para operações agrícolas que buscam produtividade, eficiência e sustentabilidade”, afirma Mateus Dallacqua, diretor de Vendas e Inovação da Synerjet.
Desde o início das operações comerciais, o Pelican vem sendo utilizado em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Em 2025, a aeronave atingiu a marca de 10 mil voos realizados no Brasil e protagonizou a primeira pulverização comercial do mundo em uma lavoura de cana-de-açúcar, consolidando o país como uma das principais vitrines para essa tecnologia.
Fabricado pela Pyka, o Pelican é uma aeronave 100% elétrica e autônoma desenvolvida para pulverização agrícola de alta precisão. O modelo transporta até 300 litros de carga útil, opera com cinco conjuntos de baterias intercambiáveis e pode cobrir até 90 hectares por hora, dependendo das condições operacionais. Outro diferencial é a possibilidade de voar durante a noite, ampliando significativamente a janela de aplicação e aumentando a produtividade das operações.
Para Dallacqua, o crescimento da frota acompanha uma mudança de mentalidade do mercado. “Nos primeiros meses, o desafio era apresentar uma tecnologia totalmente nova ao produtor. Hoje, a conversa é outra. Os clientes já conhecem os resultados obtidos em campo, acompanham as operações e percebem que a aviação autônoma é uma solução viável para aumentar produtividade, reduzir custos operacionais e tornar as aplicações mais sustentáveis. Nossa expectativa é fechar este ano com mais de 20 aeronaves em operação e dobrar esse número em 2027.”
Além da expansão da frota, a Synerjet vem investindo continuamente na formação de operadores e na estrutura de suporte técnico para acompanhar o crescimento da tecnologia no Brasil, preparando o mercado para uma nova fase da aviação agrícola.

