Tratamento industrial alcança 36,3% das vendas de sementes de soja

Segurança e precisão no tratamento de sementes começam antes da semeadura. Nesse contexto, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) ganha importância por concentrar a aplicação de insumos em estruturas especializadas, com equipamentos e parâmetros capazes de aumentar o controle sobre dosagem, mistura e distribuição dos produtos.

Um estudo da Embrapa Soja, realizado com 61 empresas produtoras de sementes de soja de 12 estados brasileiros, mostra a dimensão que o tratamento industrial já alcançou no setor.

Na safra 2022/2023, 36,3% do volume comercializado de sementes pelas empresas participantes era tratado via TSI. Entre as vantagens apontadas estão o menor risco de exposição aos produtos utilizados, a maior precisão nas doses aplicadas e a melhor qualidade e homogeneidade do recobrimento das sementes.

Resultados práticos de qualidade e homogeneidade

A pesquisa também cita uma avaliação de 150 amostras de sementes, na qual aquelas submetidas ao TSI apresentaram tendência a melhores resultados de qualidade e homogeneidade em comparação às tratadas na propriedade (on farm), especialmente, em aspectos como recobrimento e assertividade de dose.

Nesse contexto, a industrialização também reduz a necessidade de manipulação dos produtos na propriedade e promove maior padronização entre os lotes. Isso não elimina a necessidade de boas práticas, do uso de equipamentos de proteção e do cumprimento das recomendações técnicas, mas acrescenta controle a uma etapa crítica da produção.

“O avanço do TSI acompanha a necessidade do aumento do controle e da padronização da aplicação dos produtos. Quanto maior o controle sobre a aplicação, menor a variabilidade do processo e maior a consistência do tratamento”, afirma Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

Aspectos complementares à aplicação

Depois do tratamento, as sementes ainda passam por movimentação, armazenamento, transporte e semeadura. Por isso, junto com a precisão da aplicação, características como cobertura, aderência, secagem e resistência à abrasão também influenciam a manutenção da qualidade do recobrimento.

A Laborsan Agro atua nessa etapa com tecnologias voltadas ao revestimento de sementes. A empresa desenvolve soluções para Film Coating, com polímeros e pós secantes que auxiliam na aderência dos produtos aplicados, na secagem e na fluidez das sementes.

“Não basta aplicar os insumos de forma precisa. É importante que o tratamento mantenha sua qualidade durante as etapas seguintes, até a chegada da semente ao plantio. Por isso, aderência e resistência do recobrimento também fazem parte de um TSI eficiente”, explica Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

Para a companhia, a evolução do TSI exige que segurança operacional, precisão da aplicação e qualidade do recobrimento sejam consideradas em conjunto. A combinação de processos controlados com tecnologias voltadas à manutenção do recobrimento contribui para reduzir variações ao longo do tratamento.