Parceria entre a GNA (Gás Natural Açu, joint venture formada pela bp, Siemens Energy, SPIC Brasil e pela Prumo Logística), a SUNfarming (uma das líderes em desenvolvimento e investimento em energia solar na Alemanha, presente no Brasil desde 2021, com foco em projetos Agri-Solar) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para a implantação da primeira usina agro-solar da Região Sudeste foi assinada durante a feira Rio+Agro, no estande da Secretaria de Energia e Economia do Mar, no Riocentro, em 1º de outubro. O projeto será viabilizado pelo Decreto de Compensação Energética, elaborado pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) e sancionado pelo governador Cláudio Castro, em junho deste ano, e impulsiona investimentos em projetos sustentáveis, fortalece a economia e amplia a geração de empregos no estado.
Com investimentos de R$ 15 milhões, a usina permitirá a produção simultânea de até 1,5 MW energia solar e cultivo agrícola em uma mesma área, garantindo segurança alimentar, geração de renda e capacitação profissional. O empreendimento será instalado na Escola Técnica Agrícola Antônio Sarlo, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Além de alcançar a autossuficiência energética, a unidade de ensino contará com um Centro de Treinamento e Pesquisa, com cooperação com instituições brasileiras e alemãs, oferecendo capacitações em técnicas agrícolas, eletricidade e instalação de painéis solares para as comunidades locais.”
Nas usinas agro-solares, as placas solares atuam como pequenas usinas capazes de transformar a luz do sol em eletricidade. No modelo agrifotovoltaico, que temos uma mostra no estande da SEENEMAR na feira Rio + Agro (1 a 3 de outubro), placas solares especiais, que permitem a passagem parcial da luz, são instaladas sobre as plantações. trazendo uma dupla vantagem: geram energia limpa e, ao mesmo tempo, possibilitam a manutenção do uso do solo para agricultura. Além disso, a distribuição homogênea da água da chuva e a exposição controlada à luz solar tornam o ambiente ainda mais eficiente para o cultivo agrícola. Assim, o mesmo espaço pode produzir alimentos e energia sustentável, tornando o agro mais eficiente.

