“A evolução do setor passa pela integração entre tradição, ciência, dados e inovação. O Censo de Confinamento simboliza esse caminho: ele transforma informação em inteligência e inteligência em planejamento para o futuro da pecuária”, garantiu Luiz Magalhães, presidente da área de nutrição e saúde animal da DSM-Firmenich para a América Latina, durante apresentação à imprensa sobre os resultados do Censo de Confinamento de 2025, realizada em 11 de fevereiro. O estudo mapeia a atividade de confinamento bovino no Brasil. O levantamento encerra um ano marcado por transformações estratégicas da companhia, que reforçam seu posicionamento como parceira do produtor na evolução da pecuária brasileira.
Em termos gerais, o Brasil encerrou 2025 reafirmando sua posição de liderança global na produção e exportação de carne bovina, em um cenário marcado por elevada volatilidade de mercado, pressão por eficiência produtiva e crescente demanda por sustentabilidade. Diante desses desafios, o uso de dados confiáveis, tecnologia e estratégias de manejo cada vez mais precisas tem se tornado decisivo para a competitividade da pecuária nacional.
De acordo com o estudo, o País alcançou 9,25 milhões de cabeças confinadas, aumento de 16% em comparação com os resultados de 2024, distribuídas em 2.445 propriedades e 1.095 municípios, evidenciando o avanço da intensificação produtiva como estratégia para ganhos de eficiência e previsibilidade.
O levantamento também mostra que, desde 2015, o confinamento cresceu de forma consistente, acompanhando a profissionalização da atividade e a maior adoção de tecnologias nutricionais e de gestão.
“O Censo de Confinamento é uma ferramenta estratégica para entender a dinâmica do setor, identificar tendências e apoiar decisões mais assertivas. Ele reflete o amadurecimento da pecuária brasileira e a crescente adoção de práticas que combinam produtividade, gestão e sustentabilidade”, afirma Walter Patrizi, gerente de Confinamento da DSM-Firmenich.
Os dados mostram que o estado de Mato Grosso segue na liderança nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Na sequência aparece São Paulo, com 1,4 milhão de animais, mantendo trajetória de expansão (7,7%), seguido por Goiás, que também alcançou 1,4 milhão de cabeças, com avanço de 13,6%. O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de bovinos confinados, crescimento de 17,8%, enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco principais estados, com 0,8 milhão de animais, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
Na visão de Túlio Ramalho, diretor da Unidade Operativa de Ruminantes da DSM-Firmenich para Brasil, Paraguai e Uruguai, o levantamento também reforça o papel da indústria: “O crescimento do confinamento exige soluções cada vez mais precisas, confiáveis e sustentáveis. Nosso compromisso é seguir ao lado do produtor, oferecendo tecnologias que transformem informação em resultado no campo”.
Para João Yamaguchi, gerente de Gado de Corte a Pasto da companhia, os dados reforçam a importância de estratégias integradas. “A suplementação nutricional é fundamental para extrair o máximo potencial dos sistemas produtivos. Aditivos nutricionais exclusivos da DSM-Firmenich, como o Digestarom, que proporciona maior ganho de peso e contribui para indicadores de imunidade e saúde intestinal, e o Hy-D, que promove melhor desempenho de carcaça, fortalecimento da imunidade e aprimoramento do metabolismo, têm se mostrado ferramentas relevantes para o desempenho zootécnico e a produtividade no campo. Além disso, os avanços na linha Fosbovi consolidam nossa oferta para bovinos de corte a pasto, reunindo tecnologias que tornam a nutrição mais eficiente e sustentável. O produtor que combina dados, manejo e nutrição adequada consegue atravessar os ciclos de mercado com mais resiliência”, ressaltou o executivo.
Inovação como pilar
A empresa, detentora das marcas Tortuga de suplementos nutricionais para animais e FarmTell de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, detectou que, ao longo de 2025, a inovação tecnológica foi um dos pilares para ampliação de sua atuação em inteligência artificial aplicada à pecuária.
Entre as realizações ao longo de 2025, a companhia lançou a Lore para produtores de leite, expandindo o uso da tecnologia já consolidada na pecuária de corte para a cadeia leiteira, solução que, integrada ao FarmTell Milk, utiliza inteligência artificial para transformar grandes volumes de dados produtivos, zootécnicos e ambientais em alertas práticos e recomendações que apoiam a tomada de decisão no dia a dia da fazenda, contribuindo para ganhos de eficiência, previsibilidade e rentabilidade.
“Com a Lore, damos mais um passo na transformação digital da pecuária, entregando ao produtor ferramentas que simplificam a gestão, antecipam problemas e melhoram resultados. A inteligência artificial deixa de ser um conceito distante e passa a fazer parte da rotina no campo”, explicou Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da DSM-Firmenich.
“A cadeia leiteira vive um momento que exige cada vez mais gestão, previsibilidade e uso inteligente da informação. Com a Lore™, entregamos ao produtor uma ferramenta capaz de transformar dados em decisões mais rápidas e precisas, ajudando a antecipar problemas, otimizar processos e melhorar resultados em um cenário de margens cada vez mais desafiadoras”, destacou Marcelo Machado, gerente de leite da DSM-Firmenich para a América Latina.
Sustentabilidade como motor de negócios
A sustentabilidade também ganhou protagonismo em 2025 com a parceria estratégica firmada entre a DSM-Firmenich e a F&S, voltada à certificação de reduções de emissões de carbono em fazendas da América Latina. A iniciativa utiliza a plataforma Sustell, desenvolvida pela DSM-Firmenich, para mensurar, verificar e dar transparência às pegadas ambientais da produção de proteína animal, do campo à mesa.
Ao possibilitar a certificação de reduções de emissões com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, a parceria cria condições para que produtores transformem eficiência ambiental em valor econômico, atendendo às crescentes exigências de mercados, cadeias globais e consumidores por dados confiáveis e auditáveis.
“A sustentabilidade precisa ser tratada como um pilar estratégico do negócio. Ao permitir a mensuração e a certificação das reduções de emissões, damos ao produtor ferramentas para tornar seus esforços ambientais mais transparentes, confiáveis e economicamente relevantes, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, reforça Luiz Magalhães, frisando que “não é possível gerenciar aquilo que não se mede. Por isso, investimos continuamente em ciência, dados e tecnologia para apoiar decisões mais eficientes e sustentáveis no campo. Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos transformar resultados ambientais em ganhos reais para toda a cadeia produtiva.”
Além da parceria com a F&S, a DSM-Firmenich reúne um portfólio de soluções que sustentam uma abordagem integrada de sustentabilidade na pecuária. Entre elas estão o Bovaer, aditivo nutricional capaz de reduzir as emissões de metano entérico em até 45% no gado de corte e 30% no rebanho leiteiro; e o FarmTell, sistema digital de gestão de fazendas de corte, leite e fábricas de ração.

