Imaflora é reconhecido com prêmio concedido pela ONU

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) foi reconhecido ontem, 15/10, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pelo trabalho de cálculo de emissões do setor agropecuário para o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A premiação integrou a comemoração dos 80 anos da FAO e destacou casos de sucesso e iniciativas inovadoras para a promoção do uso sustentável dos recursos naturais (solo, água e terra) e da segurança alimentar global.

Desde sua criação, em 1945, a FAO sagrou-se como a principal agência internacional voltada à erradicação da fome e à promoção de práticas sustentáveis na produção de alimentos. O SEEG, por sua vez, é um projeto coordenado pelo Observatório do Clima para desenvolver estudos e fornecer estimativas anuais de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil. O Imaflora é a instituição responsável pela análise e divulgação de dados do setor agropecuário.

“Esse prêmio é um marco para o Imaflora. E também um motivo de orgulho, pois reflete nosso alinhamento com os propósitos da FAO de enfrentamento dos desafios da produção de alimentos de forma integrada”, afirma o analista em Ciência do Clima do Imaflora, Gabriel Quintana. Segundo ele, o prêmio reconhece o conjunto de ações que o Imaflora desenvolve no SEEG no sentido de aprimorar a compreensão do contexto brasileiro de emissões e remoções de GEE, com produção de dados fundamentais para apoiar a tomada de decisões no âmbito das políticas públicas.
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O objetivo é promover uma agricultura resiliente, que busque reduzir emissões do setor agropecuário, fortalecer a adaptação dos sistemas produtivos e garantir produtividade sem comprometer a segurança alimentar nacional. “É um trabalho que conecta ciência, dados e políticas públicas, gerando conhecimento e autonomia para que outros atores também possam tomar melhores decisões. Esse reconhecimento pela FAO reforça que o projeto está no caminho certo, contribuindo não só com o Brasil, mas também com outros países, que têm se apoiado em nessa experiência na geração de dados sobre emissões e remoções do setor”, destaca Quintana.